11-04-2006

É de papel!!!

Vida de desempregada é assim: todo dia tem cara de domingo -só que sem faustão e futebol, ufa!- , todo dia tem um pouco mais de 24 horas, umas 58, eu diria, e é um puta hard work arrumar alguma coisa pra fazer.

Hoje foi dia de arrumar, ou melhor, faxinar minhas pobres bolsas.
O triste é que o fiz rápido demais e ainda são nove e meia da manhã. Nem sempre é bom ser ágil nas suas funções. Shit!
Mas, enfim, sem muitas reclamações, vamos falar logo alguma coisa que justifique o título desse post de hoje, certo?

Fiquei abismada com a quantidade de papel que o ser humano é capaz de acumular! E, tenho plena certeza de não ser a única. Minha agenda já não fechava. Uma das bolsas, a que mais uso...aquela que quase anda sozinha, de repente, pareceu-me tão mais leve... difícil agora, é amarrar, suspender e deslocar o saco de lixo que ficou, digamos...cheinho.

Pior do que perceber a fascinante quantidade de lixo que pode nos cercar, por nossa própria vontade, é sacar que a única coisa feita de papel que nunca se acumula na bolsa de ninguém é o dinheiro. Hilário, não?

Pelo menos na minha casa isso não acontece. E nem na de vocês, creio. A mágica de acumular essas fabulosas notinhas, de variadas cores, é exclusividade de pessoas mais desenvolvidas mentalmente. A maioria mora em Brasília. Há uma harmonia entre seus habitantes e o cash.

Eu sempre fui muito boa em arruinar números daqueles malditos mágicos contratados para animar(???) festas infantis...mas essa mágica aí, sei não. Já olhei de vários ângulos, mas me parece um fato sobrenatural mesmo. Nada explica. Nem ninguém.

Quando eu crescer, quero morar em Brasília e entrar em plena harmonia com o meio. Abrir minhas bolsas e mochilas, pegar todo o acúmulo de papel e ir ao banco mais próximo.

Até a lixeira vai comemorar.

06-04-2006

Suite Havana=morte cerebral

Estou há dias tentando escrever o que vou escrever.

Minha primeira dúvida era sobre qual categoria esse post pertenceria.
Cheguei à conclusão do "surtos S/A", afinal só uma pessoa surtada como eu, para fazer o que fiz.

A seguinda era sobre minha capacidade cerebaral-pós-trauma-cinematográfico.
Teria meu cerébro derretido a ponto de me tornar incapaz de escrever sobre tal filme? Vamos ver...

Quase duas horas de filme. Nenhum diálogo. Eu disse NENHUUUM!!! Apenas frases soltas, barulhos da cidade de havana...e personagens.

Personagens soltos, pessoas humildes, sendo apresentadas aos espectadores através do nome e idade.
Lembro-me de poucos. Afinal, tenho memória seletiva-graças a Deus. Uma era o Francisquinho. Um moleque de 10 anos com síndrome de Down. Outra era Amanda. Uma pobre, pobre mesmo, senhora de 79 anos que vendia amendoin para sobreviver. E era isso.

Take após take você vê as pessoas de um lado para o outro...fazendo nada. Ou melhor, apenas vivendo seu dia. Trabalhando, almoçando e blá blá blá.

Chato!

Me senti como uma árvore olhando outra. Saca?
Imagina: você é uma árvore. E, de repente, se vê olhando para outra árvore e acompanha o dia de árvore daquela árvore. Sentiu o drama? Vê uma folhinha caindo ali, uma frutinha nascendo aqui. Entendiante, não? Pelo menos você árvore, não pagaria quase vinte reau pra ver a outra árvore. Me senti uma besta.

A partir dos primeiros (e sofríveis) 30 minutos de filme eu só pensava em gritar e gritar. E correr dali!!! Mas me seguraram até o final do "filme"(????????). Pelo menos, foi hilário assistir à fuga de um velhinho, ouvir os roncos de um senhor atrás de mim, e ver um outro dormindo tão ternamente...com sua boca completamente aberta. Encantador!

Apenas desejava ver os créditos finais. E nada!

E nada também de diálogos, ou um mínimo de sentido naquelas cenas perdidas e barulhentas. E a sempre presente vontade de gritar. Dor nas costas, desconforto. Arrrghhhhhhh!!!

O final, porém, foi até bonitinho. O filme poderia ter começado por ele e terminado segundos depois.
Claro que não vou contar aqui. Pode ser que algum de vocês seja masoquista a ponto de querer torturar-se no escurinho do cinema, certo?

Mas bem que ele pode ter uma serventia: se você tem um inimigo, recomende Suite Havana. É morte cerebral na certa! Muita irritação e uma sensação de burrice inesquecível!!

02-04-2006

Vegan

Estou definitivamente num mato sem cachorro, sem vaca, sem porco, sem chester, sem galinha. Resumindo: estou só com o mato.

Tá, é mentira( 1° de Abril atrasado???).
Estou tentanto, apenas TENTANDO!!!! Então, meus caros leitores, não me condenem se qualquer dia desses me virem um com um baita cachorro quente de lingüiça na mão. Não que eu prefira, mas hoje estou numa ligeira crise de abstinência, e só consigo pensar em lingüiça frita com cebola. E, por "ligeira crise" entendam fortes alucinações que me fazem sentir o gosto e o cheiro da dita cuja a cada 5 minutos.

E, aos que me conhecem de longa data, deixo meu aviso: não, não surtei. E, não. Não são drogas em excesso.


Agora que já perdi a inspiração e o fio da meada, vou catar alguma coisa "não-viva" em casa pra comer. Pensei na lingüiça de novo.

Fiquei confusa...

Bom domingo, putada!