03-10-2006

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Tenho a sensação de estar implodindo.


Eu choro pra dentro e me desespero em segredo.
Você não vê. Ninguém vê. Mostrar pra que? Pra quem?

Às vezes quero parar o mundo.
Parar naquela gargalhada que a gente solta quando fica feliz.
Ou no sorriso que abro quando recebo o carinho de quem gosto.
Já não me recordo do som da minha gargalhada.

Eu choro pra dentro porque perdi o jeito de me mostrar.
Me perdi em algum lugar.
Me perdi de você, de mim. Do mundo.

Às vezes quero acelerar o mundo.
Viver a vida num segundo.
Um segundo passa rápido.
A dor contida nele, também.

Às vezes eu quero você.
tua voz aqui do lado
teu coração sob meus cuidados.

Às vezes choro pra dentro
por não poder chorar pra você.

O carinho que me faz querer parar o relógio é o teu.
A vida que quero num segundo, é a que vivo sem você.
E se estou perdida é simplesmente por não ter sido vista.
Vista por você.

04-09-2006

Cená[rio]

Lagoa Rodrigo de Freitas.
Adoro.
Vista linda, silencio gostoso.
Por do sol em algum deck.
Paz.

De repente, estrondo
De repente, silêncio
De repente. morte.

Deixo aqui meu coração partido pelo trágico acidente que tirou a vida de cinco crianças.
Todas mais novas que eu. Todas.
Cinco pais, cinco mães, que hoje olham para Lagoa Rodrigo de Freitas e não enxergam mais a beleza, não ouvem mais o silencio e que talvez, nunca mais sentirão paz.

Com essas cinco crianças, morre uma parte de um dos cenários mais lindos do Rio.

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01-09-2006

Pra lá e pra cá....

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É...ando me balançando...
O fio que me segura é tão, mas tão fino. Não sei até quando ele agüenta.

Tem dias que fica tudo tão escuro...e eu me balanço, pra lá e pra cá...sentindo mais uma fibra arrebentar.
Outras vezes, quase me salvo. Chego a treinar desatar o pequeno nó que me segura, mas a esperança se vai como um sopro. Leve, frio, curto...

Ando querendo cortar o fio. Parar de balançar. Parar de esperar...
Apenas uma pergunta, única, que me veio entre lágrimas, me faz esperar mais um pouco...

-quem vai abraçar minha mãe?

Quem?

31-03-2006

Tudo acontece em qualquer lugar...

Depois de ver "Tudo acontece em Elizabethtown" pela segunda vez resolvi escrever alguma coisa sobre ele.
Filme esse que poderia ser chamado de bobo, sem graça...mas que sabe te tocar. Ele te pega, te alcança pelos detalhes. A trilha sonora é, no mínimo, aconchegante..é, é essa a palavra que me vem. E é gostoso isso.
Orlando Bloom( Drew)...um fofo, um olhar de cachorro sem dono. Cachorro que, aliás, eu a-d-o-r-a-r-i-a ter na minha casa, deitado nos meus pés.
Kirsten Dunst(Claire), mesmo com os dentinhos estranhos, está linda. Tem uma personalidade forte, que esconde cada frustração com a vida atrás de piadas (que funcionam) e de sorrisos encantadores.
Eu classifico esse filme como "humano". Não, não gosto muito dessa nomeclatura, mas só consigo vê-lo assim. Trata de visões.
Diferente visões de diferentes mundos, que, de repente, são fundidas, misturadas através de uma morte.
E a forma com que isso se desenrola é doce. Bom de se ver.
Elizabethtoown ocupa um lugar VIP na minha lista.
Vários filmes dentro de um. Emociona sem apelar.
Pode ser até um filme de auto-ajuda. Afinal, não é todo mundo que, depois de um fiasco e da morte do pai, encontra uma Claire como aquela, uma família exótica, mas cheia de amor pra dar, e uma bela viagem em companhia do velho Mitch...mesmo que pareça tarde demais.

Tudo acontece em qualquer lugar. Olhe através das coisas, procure beleza em tudo que te cerca.
Afinal, nada é tão ruim que não possa piorar.

And i wanna say that i just love "my girls".
Thanks Ing, Thanks Raq.